em algum lugar do mundo, uma ilha namora os ventos...

Amanda foi a primeira a fotografar.

Pedro e eu.

Até então, a Sibila continuava ensimesmada...

Então, levantou-se e veio fotografar.

Antes, teve seus cabelos vermelhos registrados em uma foto da Amanda.

Pedro e Amanda se beijam.

Clarinha apareceu.

Sibila experimentou ângulos diferentes.

Fotografou Amanda com poesia. Aliás, essa foto é perfeita para um poema de Eugénio de Andrade. Querem ler?.

Pedro e Amanda.

Pedro e Bruno

Pedro.

Hora de pegar o carro e ir pra casa.
As Palavras Interditas
Os navios existem e existe o teu rosto
encostado ao rosto dos navios.
Sem nenhum destino flutuam nas cidades,
partem no vento, regressam nos rios.
Na areia branca, onde o tempo começa,
uma criança passa de costas para o mar.
Anoitece. Não há dúvida, anoitece.
É preciso partir, é preciso ficar.
Os hospitais cobrem-se de cinza.
Ondas de sombra quebram nas esquinas.
Amo-te... E abrem-se janelas
mostrando a brancura das cortinas.
As palavras que te envio são interditas
até, meu amor, pelo halo das searas;
se alguma regressasse, nem já reconhecia
o teu nome nas minhas curvas claras.
Dói-me esta água, este ar que se respira,
dói-me esta solidão de pedra escura,
e estas mãos noturnas onde aperto
os meus dias quebrados na cintura.
E a noite cresce apaixonadamente.
Nas suas margens vivas, desenhadas,
cada homem tem apenas para dar
um horizonte de cidades bombardeadas.
Eugénio de Andrade