uma quinta-feira muito especial

 

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A viagem começou bem cedo. Nosso destino era São Paulo. Fomos estudar o local onde Cristina Guedes, Gabriela Bernardo e Marília Kim irão apresentar sua performance do Bolero de Ravel.

 

Chegamos no Parque da Luz, em São Paulo, antes das 10 horas. Perto do coreto, encontramos Malu Gonçalvez, coreógrafa do Pés no Chão, que veio ajudar a desenhar esta apresentação.

 

Percorremos o parque inteiro a procura de locais onde a performance pudesse ser realizada. As raízes das árvores centenárias chamaram a atenção de todos. Quais delas já existiam quando o parque foi criado, em 1825?

 

Nem tudo, porém, é de bom gosto naquele parque. A gruta artificial, por exemplo, deixa algumas dúvidas. Sobre o paisagismo, disse Jules Vacherot: no jardim francês, a natureza está a serviço das necessidades da composição; já no jardim inglês, a natureza é copiada ou idealizada. O jardim inglês é a arte da imitação.

 

A imitação de uma gruta é um exemplo da estética inglesa. De um modo geral, no entanto, o Parque da Luz segue o estilo francês.

 

Este lugar foi cogitado para a performance. Tinha, porém, um problema: a proximidade com a Pinacoteca. O barulho do maquinário do ar condicionado iria interferir na audição do Bolero, por melhor que fosse o equipamento de som.

 

Aos pés do Garibaldi, o grupo continuava a buscar um lugar para apresentar a performance. A estátua do herói libertário italiano em nada se parece com a versão do Thiago Lacerda, apresentada pela Globo. Provavelmente, o verdadeiro Garibaldi não se parecia nem com um, nem com o outro.

 

Fontes, caminhos, lagos artificiais, árvores e canteiros...
O Parque da Luz é um banquete para os olhos.

 

Pouco a pouco, as opções foram aparecendo. Com elas, alguns primeiros movimentos começaram a ser delineados.

 

Malu anotou todos os locais escolhidos, codificou os deslocamentos e organizou os esboços.

 

Da esquerda para direita: Malu, Gabriel, Marília, Gabriela e Cristina.

 

Movimentos, paradas, poses, equilíbrio, cores e expressões. O Parque da Luz estava mesmo merecendo essa apresentação do Bolero de Ravel com as Bailarinas Performáticas do Pés no Chão.

 

No final, voltamos ao carro. Ele estava estacionado ao lado da Pinacoteca. Quase saindo do Parque, fiz esta última foto. Missão cumprida. Podíamos ir embora.

Agradeço à Malu Gonçalvez, que veio ajudar na montagem da performance, ao Gabriel, meu filho, que nos acompanhou e ajudou em todos os aspectos , à Malu Cumo, minha amiga e quase irmã, que nos recebeu de tarde em sua casa, e às alunas do Pés no Chão, Cristinha, Gabriela e Marília, por sua arte e criatividade.

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