resíduo sólido, um problema que precisa ser melhor equacionado.
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Kalinesius VII
fotografa com bytes 100% recicláveis.

No meio do canal, a balsa retorna ao continente navegando por
águas calmas. Trouxe para a Ilha moradores em trânsito, turistas,
materiais de construção, bens de consumo e... lixo, muito lixo!
Resíduo sólido é seu nome técnico. Hoje, quase
tudo o que consumimos chega a nós embalado em plástico, alumínio,
papel, ou uma combinação dos três. Após o consumo,
esses materiais, juntamente com restos de alimentos, são acondicionados
em sacos plásticos e colocados numa lixeira, nem sempre adequada, para
serem levados embora pelo lixeiro.

O muro que vemos à esquerda pertence a uma escola pública.
No final desta rua bucólica, não muito distante, há uma
montanha de cor esquisita. Voando por cima dela, urubus aguardam a hora de
comer. Eles sobrevôam o lixão a céu aberto do município.

Aqui, vemos o lixão por cima. À esquerda, está
a a quadra coberta da escola. Lembram do muro? Da caixa d'água? Estão
lá! A proximidade é assustadora. Alunos, professores e funcionários
reclamam do cheiro, das moscas, do incômodo...

No outro lado do lixão, há um morro de onde é
retirada a terra que cobre o lixo. Em cima do morro, algumas casas aguardam
a chegada do precipício. É uma questão de tempo. Uma
maior conscientização sobre a redução do consumo
e a necessidade de reutilizar e reciclar os materiais pode contribuir para
prolongar a vida útil do lixão. Limitar o crescimento do município
também ajuda, e muito. Mas só isso não basta.

Esses simpáticos cavalos gostam de pastar na área
do lixão. E gostam de revirar o lixo, também. Reparem que a
cerca de arame vai só até um ponto da estradinha. Para esses
hábeis quadrúpedes, descer o morro em direção
ao lixo é a coisa mais fácil do mundo. É necessário
cercar todo o complexo.

Se não houvesse o lixão, esse seria um dos locais
mais aprazíveis e valorizados do município. Mas ele existe e
irá ficar lá ainda por muito tempo. Algumas informações
que obtive a esse respeito dão conta de que ele, se for inteligentemente
manejado, ainda tem uma vida útil de 20 anos. Há gente, no entanto,
que diz quem daqui a 8 anos, ele já estará saturado. Não
há outra opção para instalação de um aterro
sanitário no município. Levar o lixo para o continente não
é uma opção viável no momento.
No futuro, isso deverá acontecer. O município
perceberá, então, a importância de se investir em educação
ambiental, numa maior divulgação e efetividade da coleta seletiva,
no incentivo à instalação de composteiras em condomínios
e conjuntos residenciais .
Notem bem: as fotos que vimos mostram um "lixão
a céu aberto". Não se trata de um aterro sanitário.
Para que pudesse ser chamado de aterro sanitário, ele deveria cumprir
uma série de requisitos. Talvez seja tarde demais para tentar transformar
o lixão em aterro sanitário.
Para terminar, mesmo que o lixão seja desativado, ainda
teremos um passivo ambiental por muitos anos. Atualmente, quando chove, a
enxurrada leva o chorume pelas sargetas para os bairros do entorno.
No entanto, temos boas notícias: o lixão vai
ser desativado. O lixo do arquipélago será exportado para o
continente. Não vai ser barato, mas vai compensar.
No dia 8 de abril de 2004, será lançado o programa
"Lixo Legal". Vou dar mais detalhes, é claro. Aguardem.
É nessário, portanto:
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