em algum lugar do mundo, uma ilha namora os ventos...
Sexta-feira, dia 26 de março de 2004.

Parei o meu possante veículo bem na frente do estabelecimento.

Música da melhor qualidade a cargo de Johnny Boogie
Woogie, Erick, Marcelo Marins e Beto di Franco.

Na percussão, o Erick e o Marcelo estiveram impecáveis.
Com poucos instrumentos, seguraram a barra na bossa-nova, samba, ritmos cubanos,
jazz, choros flamencos, repertório de big band, e mais outros ritmos
que não consigo lembrar.

Casa cheia numa quinta-feira, fora de temporada. Aliás,
a casa é uma despretenciosa casa de lanches que serve salgadinhos,
refrigerantes, um delicioso café, cerveja e muito boa música.

Johnny é uma das figuras mais controversas do arquipélago.
No ano passado, quase morreu. Milagrosamente, depois de meses em hemodiálise,
seu único rim voltou a funcionar.
Recuperado, pegou sua Gibson paleontológica e voltou
a fazer o que mais gosta: estudar obsessivamente acordes, escalas, toques,
harmonias...

Ele tem uma mão esquerda primorosa. Sua limpeza é
fruto de anos de estudo diário. O resultado é um encadear de
acordes ágil, limpo e sonoro.

A mão direita trabalha com palheta e também em
dedilhado. No dedilhado, uma surpresa, Johnny não tem unhas compridas.
Ele fere as cordas com os calos das pontas dos dedos. Luiz Bonfá também
tocava assim.

É preciso ter muito jeito e paciência para tocar
em bar. Há sempre alguém que passa dos limites na bebida e vem
perturbar quem está tocando.

Paulinho apareceu por lá. Ele toca guitarra e pratica
Aikidô.
Estava com a Darla, sua linda namorada.

Foi uma noite agradável. Cheguei a tocar alguns números
com as feras.
Não houve registro fotográfico desta minha participação.
Nem fonográfico!
Ainda bem....