A primeira vez que fotografei a Rubia foi em dezembro de 2003. Quase dois anos se passaram. Vocês se lembram como ela era? Vejam aqui .
Ontem, teve a Mostra de Artes e Ofícios do Pés no Chão. Fiz algumas foto, mas como a página de setembro está bem carregado de imagens, abri outra só para os registros de ontem. Vocês querem ver? Cliquem.
Quinta-feira, dia 22 de setembro de 2005.
Gerardo Fontenelle no curso de cinematografia que está dando no Pés no Chão. Ele é uma daquelas pessoas que tornam esse mundo em que vivemos um lugar melhor. Competente, seguro, com uma capacidade incrível de exercer sua autoridade de um modo suave, ele está dando um presente precioso para todos nós.
Analee é a diretora do curta-metragem que está sendo produzido. Guardem esse nome! Ponho a maior fé nessa guria.
Sábado teve a festa de aniversário da Nathalia. O tempo passa rápido aqui no arquipélago. Há um ano, o Kalinesia esteve presente nas duas festas dela. Na ocasião, Maria Gabriela fez uma
foto linda.
Muita alegria na hora de apagar as velas.
Natalie, uma grande amiga da Nathalia.
Festa em jardim é sempre uma boa oportunidade para fotos noturnas. E para exercitar, é claro, minha melancolia.
Céu de lua encoberta, árvores, folhas...
No mesmo dia, Gabriela Bernardo fez 17 anos. A festa foi bem simples. Teve a presença de tios, tias, primos, a irmã e dois amigos: Cristina e eu. Acho que nem de longe vocês conseguem imaginar como fiquei feliz de estar do lado dela.
Gabriela é a dança em seu estado mais sublime. E tenho o privilégio de ser amigo dela!
Terça-feira, dia 13 de setembro de 2005.
Cais é lugar de partida, de seguir viagem, de se lançar para lugares distantes.
Partir deveria ser sempre assim: de noite, vendo as luzes se afastando e um mar escuro rodeando cada vez mais a embarcação, até não existir mais nada visível. A escuridão do céu se fundindo com a escuridão do mar.
E se a arte não se limitasse a imitar a vida?
E se ela fosse além, prevendo o futuro?
Mas o que é o futuro?
Onde ele mora?
Em que caixa de sapato ele está guardado?
Talvez ele esteja justamente lá,
naquele ponto distante e indefinido,
em que a escuridão do céu se dissolve na escuridão do mar.
Sexta-feira, dia 5 de agosto de 2005.
A determinação e a fé de Adriano Leite transformaram uma comunidade que havia esquecido a tradição e a devoção.
Anjos rumam à Igreja de São Pedro para a primeira missa rezada lá pelo Padre Vilson, que há um ano e nove meses chegou para cuidar dos fiéis do arquipélago.
A Igreja se revelou pequena para anjos e fiéis, e um calor insuportável parecia estar lá para punir tanto esquecimento.
De noite, a fogueira ardeu ao lado da Igreja, em cima do terreno onde antes havia uma casa.
O fogo, símbolo de transformação, não podia ter sido aceso em lugar melhor. Tradições são importantes, mas a vida é soberana, e é preciso seguir adiante para cumprir novos destinos.
No dia seguinte, a Procissão no Mar. Primeiro, São Pedro foi levado até a estiva num andor improvisado.
Não foi fácil vencer as pedras para chegar ao mar naquele dia de maré tão baixa.
Não sei se foram meus olhos, ou minhas lentes, mas um milagre parecisa se consumar frente a todos. Aquela era a primeira Procissão no Mar da Comunidade de Guanxumas há mais de um século.
À medida do possível, os barcos de pesca se enfeitaram para a ocasião. Bandeiras coloridas e balões de gás se misturaram aos cabos de lavorar a embarcação.
oOo
Guardei essas fotos muito tempo antes de publicá-las. E é com um sentimento de muito carinho que compartilho com vocês essas imagens tão preciosas.
Talvez eu esteja dizendo isso porque queria um mote para falar do amor franciscano, que se doa sem exigir nada para si. Amar deveria ser assim. Na vida real, as coisas são um pouco diferentes.
Pessoalmente, tenho buscado fazer o bem ao próximo. Na minha vida, cometi muitos erros, mas também alguns acertos. Acredito que consegui ajudar algumas pessoas. Houve casos, porém, que por mais que eu quisesse fazer alguma coisa, os resultados foram insignificantes.
E é novamente em São Francisco que busco inspiração, e a resposta é bem clara: é necessário ser humilde, inquestionavelmente humilde... E por aqui eu termino, antes que o orgulho ponha tudo a perder.