em algum lugar do mundo, uma ilha namora os ventos...

 

Aperte a tecla F11

Leia:
Maconheiro Velho

Ouça:
Tecelagem
Arabesque

email ::


Flash back


Arquivos:
Câmara
Bairro do Reinol
Area 51 no FEC
Area 51 no Colégio
Um sábado de julho
Instrumental
Parque da Luz
Lixão a céu aberto
Jardim
Pinacoteca
Gente de Valor
Agosto de 2003 Setembro de 2003
Outubro de 2003
Novembro de 2003 Dezembro de 2003
Janeiro de 2004
Fevereiro de 2004
Março de 2004
Abril de 2004
Maio de 2004
Junho de 2004
Julho de 2004
Agosto de 2004
Setembro de 2004
Outubro de 2004 Novembro de 2004 Dezembro de 2004 Janeiro de 2005

 

Links:


Christian Rocha
Crocante
Danilo Verpa
Dudi Maia Rosa
Edu Fazzio
Espinha Fotoblog
Fernando Vivas
Fotogarrafa
Gim Tones
Janelaria
Julycola
Laurie
Lu Bortoletto
Regina Agrella

Sites:

Pés no Chão
Jornal da Ilha
Braz da Viola
Café Photozofia SFX

 
 
Permormance Permormance
Panfletagem no Curral
Yunka e Aisha
Clarinha
Condicionamento Físico
Condicionamento Físico
Minha Gata
Casarão do Perequê

 

 

 
 
 

 
 

 
 
 

 

Quinta-feira, dia 24 de fevereiro de 2005.

Uma luz entre os bambus, na casa da Isadora.

 

Bambus na noite.

 

A luminária.

 

Isadora, Luara e Marcela.

 

Segunda-feira, dia 21 de fevereiro de 2005.

Praia, maré baixa, musgo...

 

Pedras, sombras, movimentos incertos, uma certa melancolia...


Quinta-feira, dia 17 de fevereiro de 2005.

Sair da escola, andar de bicicleta, cair no mar, tomar uma ducha de água doce, comer uma manga...

 

Lambuzar os dedos sentindo a brisa no rosto...

 

Cabelos molhados, pés descalços na areia...

 

De noite, pular na cama da mãe com a melhor amiga... Fim do dia para a Luara.
Amanhã, tem mais.

Segunda-feira, dia 14 de fevereiro de 2005

Não há na vida nada mais valioso do que a amizade. Quando a dor de uma perda é grande, somente os bons amigos podem nos trazer alento. Não me peçam para explicar, pois não precisa explicar nada.

Happy Saint Valentine's Day

 

 

 

Quinta-feira, dia 10 de fevereiro de 2005.



somewhere i have never travelled, gladly beyond
any experience, your eyes have their silence:
in your most frail gesture are things which enclose me,
or which i cannot touch because they are too near
your slightest look will easily unclose me
though i have closed myself as fingers,
you open always petal by petal myself as Spring opens
(touching skilfully, mysteriously) her first rose
or if you wish to be close to me, i and
my life will shut very beautifully, suddenly,
as when the heart of this flower imagines
the snow carefully everywhere descending;
nothing which we are to perceive in this world equals
the power of your intense fragility: whose texture
compels me with the colour of its countries,
rendering death and forever with each breathing
(i do not know what it is about you that closes
and opens; only something in me understands
the voice of your eyes is deeper than all roses)
nobody, not even the rain, has such small hands

e.e.cummings

clique aqui para ver minha tradução

Preciso rever Hannah and Her Sisters, filme de Woody Allen. Foi lá que fiquei conhecendo o poeta e.e.cumming. E a poesia acima é mencionada lá, por Elliot, personagem vivido por Michal Caine. Ele recomendava a Lee, personagem de Barbara Hershey, que lesse o poema da página 112. Nunca vou esquecer esse número.

Algum tempo depois, numa palestra sobre teatro e ensino de inglês, ouvi o seguinte poema, também de e.e.cummings:

since feeling is first
who pays any attention
to the syntax of things
will never wholly kiss you;
wholly to be a fool
while Spring is in the world
my blood approves,
and kisses are a better fate
than wisdom
lady i swear by all flowers. Don't cry
- the best gesture of my brain is less than
your eyelids' flutter which says
we are for each other; then
laugh, leaning back in my arms
for life's not a paragraph
and death i think is no parenthesis.

clique aqui para ver a tradução deste poema

cummings escrevia seu nome sem letras iniciais maiúsculas... aliás, ele também escrevia "I" (eu, em inglês) com letra minúscula. Não só isso, ele adorava brincar com a paginação dos poemas, que datilografava numa velha máquina.

Os adolescentes de hoje, que escrevem fotoblogs com um assumido desdém pela sintaxe e ortografia podiam ler e.e.cummings, afinal, a vida não é um parágrafo, e a morte, creio eu, não é um parentesis.

 

 

Sábado, dia 05 de fevereiro de 2005.

Fomos conhecer o CEFAC - o Centro de Formação em Artes Circenses, um projeto aliado ao Galpão do Circo.

 

Carlos é professor de mão cheia. Além de conhecer muito sobre trapézio, pano, corda e outras técnicas, é formado em pegagogia e, o que é melhor, aplica tudo o que aprendeu na faculdade para montar aulas criativas, dinâmicas e efetivas.

 

O Jaime é cozinheiro e dono do Crab. Quando não está preparando os seus disputadíssimos pratos de frutos-do-mar, treina trapézio no Galpão do Circo. Do alto de seus 42 anos, dá aulas de bom humor e alegria de viver.

 

Sibila e Julia no trapézio.

 

Cristina aplica um alongamento impiedoso no pobre do Jaime.

 

Aqui, o Lukas radicaliza no carpado da Sibila.

 

Julia explora os limites da Gabriela.

 

Sibila, Carlos, Jaime, Cristina, Arthur e Gabriela.

 

O pessoal do Cefac recebeu nossa comitiva com muito carinho e atenção. E é por isso que tomo emprestados esses desenhos que a Sibila e Cris fizeram no Viena do Conjunto Nacional para agradecer a todos de lá por nos terem recebido tão bem.

 

EPÍLOGO

 

Antes de voltar para a Ilha, deixei a Sibila e a Cristina em São Luiz do Paraitinga. A cidade estava toda decorada para o carnaval.

 

Eram quase duas da manhã quando parei para fotografar as casas. E olha só que surpreza....

 

Vocês estão vendo quem está escondido atrás daquele monumento de pedra?

 

A Rachel e o Gustavo, no seu último dia de Brasil, antes de voltarem para Dublin, na Irlanda. Para quem não se lembra, o Gustavo participou da Ofiina de Viola Caipira que o Braz deu no Pés no Chão no mês passado.

Pronto, fevereiro começou assim no Kalinesia.
Espero que tenham gostado.

veja as fotos do mês de janeiro de 2005

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

em algum lugar que nunca visitei,
além de tudo que já vivi,
seus olhos guardam seu silêncio
e seus gestos mais delicados abrigam asas
que se fecham sobre mim
ou que não posso tocar,
porque estão perto demais.

seu olhar mais discreto
logo faz com que eu me revele,
apesar de ter me fechado como dedos
você me abre pétala por pétala,
como a primavera (misteriosamente
tocando com destreza) sua primeira rosa,
ou seu desejo de estar perto de mim

eu e minha vida nos fechamos
com rapidez e graça, assim como
quando o coração de uma flor imagina
a neve cuidadosamente caindo por toda parte;

nada neste mundo percebível se iguala
ao poder de sua intensa fragilidade:
cuja textura me obriga a sentir
as cores dos países, recriando a morte
e a eternidade a cada respiração

(não sei o que há em você que tem tanto poder
de abrir e de fechar, mas uma parte de mim
compreende que a voz de seus olhos
é mais profunda que todas as rosas)

ninguém, nem mesmo a chuva,
tem mãos tão pequenas

clique aqui para voltar

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

uma vez que sentir é fundamental,
quem presta atenção à sintaxe das coisas
nunca conseguirá beijá-la por inteiro,
ou ser um tolo completo
enquanto houver primavera
meu sangue aprova
e beijos são uma ventura melhor
que a sabedoria, moça,
juro isso por todas as flores.
não chore, o melhor gesto de meu cérebro
é menor que o abrir e fechar de seus olhos
que dizem que somos um para o outro
por isso, ria, recostada em meus braços,
pois a vida não é um parágrafo
e a morte, acredito, não é um parêntesis.

clique aqui para voltar

 

 

 

 

 


Kalinesia