A apresentação dos alunos do Braz foi um sucesso. Com o Pés no Chão cheio de amigos e de gente interessada em ouvir boa música, a noite teve momentos de muita emoção, sensibilidade e também de bom humor. A foto mostra uma dupla caipira formada pelo Gustavo e pelo Braz.
Danielle Mattos e Zé Paulo divertiram a todos com a magistral modinha da "Marvada Pinga".
E o Zé Paulo também cantou outras modas, declamou poesia e até tocou viola.
Abrindo a noite, depois da saudação a Sâo Gonçalo, padroeiro dos violeiros, o Braz, o Jorge Alegre e o Kardec tocaram uma composição do Braz "Querubins". Nana, filha do Braz, criou uma coreografia que foi dançada por ela, pela Janaína e pela Sibila.
Janaína.
Sibila.
As três bailarinas recebendo o aplauso.
O Kardec é um músico sensível e generoso. Tem um toque suave e preciso. Cria melodias lindas em seus improvisos. Durante as apresentações individuais dos alunos do Braz, ele deu um apoio firme e competente, deixando todos a vontade, arredondando o som da viola com sua harmonia correta e transmitindo segurança aos músicos.
Ao lado do Kardec, dando apoio aos alunos, esteve o Jorge Alegre, com seu violão e toda sua experiência musical.
No final das apresentações, um momento de grande emoção: a Orquestra de Violas apresentou "O Trenzinho Caipira" de Villa Lobos, em arranjo do Braz. Inesquecível!
Quinta-feira, dia 27 de janeiro de 2005.
O elenco de "Peças e Pessoas" já partiu do arquipélago. Essa gente alegre e criativa de Itaquera vai deixar saudades.
Aproveitei a vinda deles para me valer dos poderes mediúnicos do Pai Galo, do Pai Galinha e do Pai Urubucubaca. As cartas não mentem, asseguraram as entidades. E nem conto pra vocês o que foi previsto para o meu futuro. Bem, só pra vocês terem uma idéia, as cartas tiradas foram as seguintes: uma dama de paus, uma dama de espadas, um cinco de paus, um cinco de espadas e um ás de copas... Ah, quem tirou a foto foi a Nana Boo.
Talento, beleza, um olhar vivo, uma moça que não vou esquecer tão cedo...
Grandes atuações no corredor. Até usei o flash....
Ela representa, ela canta, ela manca... Lembra a Isabella.
oOo
Amanhã, tem apresentação dos alunos da Oficina de Viola Caipira que o Braz deu no Pés no Chão.
Os alunos ensaiaram com vontade.
José Paulo é biólogo e escritor. Além disso é velejador dos bons. Comprou uma viola há alguns meses. Quando soube do curso, não pensou duas vezes.
Gustavo, acreditem, veio da Irlanda para o curso.
Alguns violeiros arriscam posições mais complicadas.
Essa viola de desenho caprichado e acabamento impecável foi feita pelo Braz. E nem é tão cara...
Kardec é acordeonista dos bons. Tem um toque muito suave e preciso. Sabe como ninguém timbrar o volume do acordeão com as violas que o acompanham.
No violão, o Jorge Alegre. Ele e o Kardec são músicos tarimbados que vieram enriquecer a apresentação dos alunos do Braz. Ouvindo a música que eles tocam, a gente acaba se perguntando: Como é possível o Brasil ter músicos tão bons, e uma rádio tão ruim??
A Nana, a Sibila e a Janaína vão dançar uma música. Ah, eu já contei pra vocês que o Braz é pai da Nana?
Janaína e Nana. No chão, ainda se vêem as casas do tabuleiro de xadrez do "Peças e Pessoas". E por hoje chega. Ou vocês acham pouco?
Sexta-feira, dia 21 de janeiro de 2005.
Peças e Pessoas é o espetáculo que o Pés no Chão apresenta neste
fim-de-semana.
O tablado branco teve que virar um tabuleiro de xadrez.
Cheque-mate no velho linóleo branco!
Gabriela e Paulo vieram pesquisar o site do Galpão do Circo.
Ela dança como uma deusa. E no ano que vem vai estudar artes circenses.
Mas antes, ela tem que terminar o colegial.
Paulo já mora em São Paulo. Trabalha com equipamentos de som.
Pouco a pouco, as pessoas vão buscando novos caminhos fora do arquipélago.
Um dia, partirei também...
Quarta-feira, dia 12 de janeiro de 2005.
Saímos com planos de ir até Caraguatatuba. Mas como não achamos lá o que procurávamos, seguimos até São José dos Campos. O Pedro aproveitou para ver a Nana.
Nos encontramos num shopping, num templo do consumismo.
A indústria moderna vive da repetição, da escala, de produção em massa...
O "agrobusiness" produz frutas em quantidade para quem tem dinheiro para pagar. Alguns melões lembram bolas de boliche.
Algumas melancias também...
A natureza gosta das formas redondas.
A indústria faz o que pode para copiar.
O importante é lembrar que não é preciso consumir para ser feliz. E é difícil abrir espaço para a tristeza quando a Bu está por perto.
É muito importante se divertir. E às vezes, um jogo cai muito bem.
Principalmente para quem ganhou quase todas.
Aproveitamos que estávamos lá para ir no cinema. Um dos filmes que vimos foi "Antes do Por-do-Sol", um dos enredos mais românticos que já conheci.
Gostei muito da Valsa que a Julie Delpy canta. E graças ao meu super amigo Bira, que mora LÁ em Los Angeles, vocês vão poder ouvi-la aqui, na Kalinesia. É só clicar.
Por hoje, é só. E não está bom?
Quinta-feira, dia 6 de janeiro de 2005
Ontem, foi aniversário do Felipe, meu filho.
De noite, ele foi tocar no Café do Padre.
Os melhores amigos estiveram presentes. Ele tocou guitarra.
Claudio cantou e tocou violão.
O Cláudio também toca baixo.
Aproveitei e toquei junto com eles na primeira meia-hora.
Não tenho fotos, é claro, pois ainda não consigo
fotografar
e tocar ao mesmo tempo.
Foi uma noite muito gostosa.
Sábado, dia 1°de janeiro de 2005.
Têm coisas que não mudam mesmo. Praia poluída sendo utilizada por crianças e irresponsáveis de todas as idades. No ano passado, publiquei uma foto bem parecida.
A ponte é bonitinha, a escadinha que dá acesso à praia também tem seu encanto. Mas a água é suja e fedida. Muito fedida!
O Arquipélago se preparou bem para receber os turistas. Há boas opções de lazer para quem pode pagar.
Este é um divertimento barato e saudável: bocha! E quem não joga, pode assistir da arquibancada.
Há os que preferem se entregar aos excessos...
O pôr-do-sol é sempre um espetáculo.
E na virada do ano, uma ponte é sempre uma boa metáfora.