em algum lugar do mundo, uma ilha namora os ventos...
Links:
Sites:
Bonus Pictures
Segunda-feira, dia 28 de junho de 2004.

Estive conversando com a Júlia sobre Excalibur. O filme tem mais de 20 anos. Conta a história de Arthur, um herói às antigas, que nasceu bastardo e acabou se tornando Rei. A história está centrada em Merlin, que mostra seu mundo mágico sendo substituído pelo início do Cristianismo. O final da era da magia, entretanto, teve no filme um final glorioso: o próprio nascimento de Arthur e a destruição do mal que assolava o reino .
Nem sempre a vida imita a arte. Uma era chegou ao seu término neste fim-de-semana. Ninguém notou, mas uma transformação inexorável esteve em curso. Um mundo de magia foi substituído por novos tempos, com caminhos que darão sabe-se lá onde.
No fundo, eu bem que tentei orquestrar um grande final. Ao contrário de uma partitura em branco, em que você pode colocar todos os trompetes, trompas, tubas e trombones soando acordes brilhantes marcados pelas batidas dos tímpanos, a vida real segue regras próprias de improviso e imprevisto. Para ser bem sincero, acredito até que uma certa melancolia que eu sentia no fundo de minha alma em muito contribuiu para que o clima fosse um tanto quanto estranho.
Bem, está na hora de mostrar as fotos. Vou tentar contar mais ou menos o que fizemos neste últimos três dias.
Como alguns já perceberam, a Kalinesia não consta de nenhum mapa. Ela vive no coração das pessoas que visitam essas páginas e de alguma forma se sentem tocadas pelas imagens.
Com o fim da era da magia, não sei se ela continuará existindo.
Pode até ser que cheguemos à conclusão de que ela nunca existiu....














Quarta-feira, dia 23 de junho de 2004

Sexta-feira, o Pés no Chão completou 3 anos de portas abertas à comunidade. Fiz, é claro, algumas fotos. Elas podem ser vistas aqui. A foto acima é de sábado, na apresentação de "Bula e a consciência perdida", numa praça em frente ao píer.
Quarta-feira, dia 16 de junho de 2004 - Bloomsday.
James Joyce é um dos mais importantes escritores do
século passado. Sua obra
Ulysses é um marco para a literatura moderna. Foi criada no final da
década
de 10 e início da década de 20. Sua primeira publicação
ocorreu na França,
em 1922. Nos Estados Unidos e no Reino Unido, a obra permaneceu proibida até
quase a metade dos anos 30.

Falar sobre a importância de Ulysses em poucos parágrafos não
é uma tarefa
simples. O início do século passado foi marcado por grandes
artistas.
Picasso, Stravisnky, Joyce... cada um em sua área nos dão subsídios
para
acreditarmos que o século XX não se resume apenas à mediocridade
dos avanços
tecnológicos que permitiram ao homem construir armas capazes de destruir
o
planeta várias vezes.

Ulysses é uma obra grandiosa. São mais de 267 mil palavras.
Impresso, o
livro tem entre 800 e 1000 páginas, dependendo do tamanho dos tipos
e da
edição. Todo o enredo gira em torno de um dia na vida de Leopold
Bloom: 16
de junho de 1904.

Hoje, portanto, em diversas partes do mundo, celebram-se os 100 anos de
uma
data fictícia, o Bloomsday. Em Dublin, as festividades começaram
no dia 1 de
abril e vão se estender até o dia 1 de agosto.

Ulysses foi traduzido para o português na década de 60 por
Haroldo de
Campos. Traduzir tal obra representa um desafio incomensurável para
qualquer
ser humano. Os jogos de palavras e os significados ocultos nos parágrafos
já
ocuparam a vida de inúmeros pesquisadores acadêmicos espalhados
pelas mais
renomadas universidades dos Estados Unidos e da Europa. Um exemplar desta
obra encontra-se na Biblioteca de Ilhabela.

No original, o livro pode ser baixado pela internet no endereço abaixo,
do
Projeto
Gutenberg. Talvez esta seja uma prova de que nem todo avanço
tecnológico serve à destruição e à degradação
do meio ambiente.
Em São Paulo, a data será celebrada no Finnegans' Wake, com
leitura de
poesias e um grupo que toca e canta músicas irlandesas.
Para aqueles, como eu, que não podem ir nem a São Paulo, nem
a Dublin,
recomendo o Wikipedia,
que traz bons resumos das obras de James Joyce.
Recomendo, também, o seguinte site
irlandez:
Um feliz Bloomsday para todos.
PS. No dia em que fiz essas fotos, a Amanda mostrou
como se faz um alongamento radical.
Por favor, não tente fazer isso em casa.

Domingo, dia 13 de junho de 2004.



Homem Ambiente 2004 - fotos da oficina de papel reciclado.



Aisha, Malu, Angelina...








Oficina de formas com Roberto Pompeia. Foi simplesmente fantástica!




No sábado, teve ensaio para a coreografia clássica.
Gosto de fotografar ensaios. Dá para andar pelo palco e chegar bem
perto dos bailarinos.
A Nathalia teve que se esforçar bastante. Não
é fácil dançar na ponta.
Tuesday, June 8, 2k4.

The clan.

Rehearsal.

Balerina.

Chairs.
Sunday, June 6, 2k4

Nothing happens on this archipelago. In order to implement
some changes I decided to write in English. Yes, I know this is stupid
Nevertheless, yesterday, we went to the Village. It was very cold.

Hot chocolate helped us to put up with the temperature.

Zoom on Amanda...

... and some free advertising.

As usual, we paid a visit to the pier.

And I took advantage of the poor light conditions to try new
angles and effects.

Pedro, Amanda, Isabell, Sibila and Diana.
Quarta-feira, dia 2 de junho de 2004.

Na semana passada, a Rede Globo passou dois dias gravando o
dia-a-dia do Pés no Chão. O resultado pode ser visto no sábado,
dia 5 de junho, às 7 e meia da manhã.

A equipe foi comandada pela Marina Mantovani. Nesta foto, ela
entrevista o Vilson. Além de coordenar as gravações realizadas
aqui no arquipélago, ela também fez a edição do
material.

O Mingo (câmera) e o Jeferson (som) gravando a aula da
Cristina Guedes.

Nesta foto, eles estão sentados no tablado: é
preciso dançar conforme a música!

Aqui, a Marina entrevista a Aninha, o Mingo opera a Betacam,
e o Jeferson ajeita a luz. Interessante, eles usaram e abusaram da contra-luz.
Com a câmera fechada no rosto, a contra-luz dá mais definição
e profundidade.

O Mingo é um profissional apaixonado pelo que faz. Não
mediu esforços e nem riscos para registrar as imagens que queria.

Na terça-feira, fomos a São Paulo gravar a participação
no estúdio. Pedi ao José Paulo, fotógrafo da Globo e
possuidor de uma possantíssima digital, que clicasse esse registro
na minha máquina. Da direita para a esquerda: Nayara e Eduardo, Cri,
Emiliano, Andson, Serginho e eu.
Clique aqui para ver as fotos de
maio.