em algum lugar do mundo, uma ilha namora os ventos...
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Segunda-feira, dia 31 de maio de 2004.

Nesta aula de ballet com a Cris todas as bailarinas estiveram
super atentas. Bem, quase todas... O motivo para tanta concentração
será explicado na quarta-feira.

Todas alunas alinhadinhas, compenetradas nos exercícios.
Ups, quero dizer, quase todas...

O momento do salto é sublime. Paradas no ar, elas parecem
não pertencer a este mundo. Será que são mesmo de carne
e osso? São...

No sábado, ficou pronto o novo suporte para as bicicletas
dos alunos. O legal é que a garotada usa a bicicleta como meio de transporte
mesmo. A bicicleta não polue, não gasta combustível fóssil
e ainda deixa os músculos das pernas nos trinques.

No mesmo sábado, teve oficina de dança contemporânea
com o Joerge Garcial. Malu, Isabella e Diana alongam os músculos da
coxa e quadril.

Andson e Nathalia fazem um exercício de exploração
das possibilidades do corpo. Com as mãos, Andson vai formando novos
desenhos com a cabeça, tronco, braços e pernas da Nathalia.
Estas foram as últimas fotos de maio. No total, foram
47 fotos mostradas neste mês.
Terça, dia 25 de maio de 2004.

O Adriano pediu uma ajuda. Ele faz faculdade e teve que apresentar
um trabalho para a disciplina de literatura inglesa. E no que eu podia ajudar?
Simples: fomos fazer um ensaio fotográfico baseado em Hamlet, uma das
obras primas do renomado bardo inglês.
O castelo dinamarquês, como vocês podem ver, está
bastante judiado. Com um pouco de ajuda do Photoshop, consegui tirar da frente
os ônibus, os fios de luz, os carros e outras humilhações.

As escadas suntosas, entretanto, ainda guardam uma certa realeza.
Ou não?

A história é bem complicada. Há duelos,
envenenamentos, peça dentro da peça, surtos psicóticos.
Bem, não dá para resumir aqui. Êi, essa espada me parece
conhecida... Acho que a vi na Dinamarca, numa Congada nórdica....

Divertido foi fazer as cenas no cemitério. Espero não
ferir o sentimento de ninguém com essas imagens. Mas enfim, será
que algum visitante do Kalinesia tem parentes enterrados na distante Dinamarca?

Aproveito a foto acima para apresentar os intrépidos
participantes deste ensaio. Sobre a lápide fria está a Cleusa.
Da esquerda para a direita temos o Pedro, a Poliana, A Marta e o Adriano.

A mente humana tem suas limitações, e mesmo um
habilíssimo bardo inglês pode se perder em meio ao emaranhado
de sua própria trama. Para estas e outras ocasiões, a morte
é uma solução eficaz.

Ferido pela veneno colocado na ponta de sua própria
espada, morre o jovem sobre o cadáver do tio que morreu por ferimento
de espada seguido de envenenamento. Faltou sangue, eu sei, mas é que
o Kalinesia tem censura livre...

Termino essa série mostrando mais uma foto do Adriano,
esse artista popular que tenho o privilégio de conhecer. Seu talento
exuberante e seu imenso amor por este arquipélago conseguiram realizar
o milagre de deslocar esse clássico da literatura inglesa para sua
terra natal. Nas alamedas de sua infância, Adriano fez caber algumas
das mais grandiosas páginas que já foram escritas em qualquer
idioma.
Terça-feira, dia 18 de maio de 2004.



A officina de jazz foi legal, mas não fiz boas fotos.
Depois, fomos para a Vila ver a congada. Um recorde para meu pobre carro:
8 passageiros e um motorista. Valeu mais pelas fotos das crianças.
Não consegui bom lugar para fotografar a congada.



O povo capricha na roupa e na encenação. A Gigi,
irmã da Belle, viu sua primeira congada no colo da mãe. Da janela
da Secretaria da Cultura, consegui fotografar um pouco da movimentação.



A Clarinha acabou encontrando o Lucas e outras amigas. O Lucas
é até mais histriônico que ela.



A Maria Gabriela quis brincar com a câmera do Cícero.
A Vanessa e a Clarinha entraram com tudo na brincadeira. E eu acabei sucumbindo
a um clchê: o veleiro no horizonte... Você me perdoam?
Sábado, dia 15 de maio de 2004.

Depois de todas atribulações do dia, fui terminar
a noite na Vila. No quebra-mar, os meninos estavam sentados junto à
mureta, conversando e ouvindo a música ao longe. Não tinha um
pingo de luz. Deixei barato. Na hora de ir embora, testei a firmeza da minha
mão fotografando o píer velho com o atracadouro da lancha.

No caminho, parei para ouvir o Jorge Pinheiro e a Larissa Cavalcante
no Restaurante Deck. Mais uma vez, desafiei as sombras (ou a falta de luz...)
para fazer um registro. A Larissa tem um dom especial de envolver os ouvintes,
estabelecendo uma forte empatia com cada um que a assiste.

Olhem bem essa foto, ela mostra um gênio exercendo seu
metier. Repito: gênio! Não conheço ninguém no mundo
que domine tanto a harmonia, o violão, o ritmo, os desenhos do baixo,
a riqueza da MPB como esse carioca branco e de alma negra. É preciso
ouvir para acreditar. E é preciso conhecer muito de música para
saborear cada detalhe, cada sofisticação da arte desse músico
da noite.
Sexta-feira, dia 14 de maio de 2004.

Depois de um dia difícil, a caminho de casa fui consolado
por essa paisagem.
oOo
Terça-feira, dia 11 de maio de 2004.
O Binde
bê... nossa história foi um sucesso. O Adriano Leite mais
uma vez encantou a todos com seus personagens: "Seu Antônio Inácio",
que fala com as cobras, "A Benzedeira", "A Lata", que
conta a história de uma caiçara que fez chá com a erva
da lata (história verídica! ... um dia eu conto!).
Participaram também dos esquetes a Aline (foto da direita,
lenço na cabeça), Daniel do Ilhote (camiseta vermelha) e a Gabriela
Bernardo, que já é uma personagem bastante conhecida de quem
visita estas páginas.

O grupo musical "Raízes" mostrou sua competência
de sempre e foi bastante aplaudido. Os Pequenos Contadores de História
do Pés no Chão prenderam a atenção de todos com
um trabalho magnífico na encenação da peça "A
Vida do Escravo Estêvão".


O elenco de dança do Pés no Chão apresentou
a Dança do Vião. Já mostrei diversas fotos, então,
mostro uma visão do palco, na hora em que eles eram aplaudidos. É
a foto da direita.
Um momento de grande emoção foi a apresentação
do vídeo "Memória Viva", com uma entrevista realizada
por Adriano Leite e Emiliano Bernardo com as Senhoras Ana e Isinil, netas
da Dona Eva Esperança, uma personagem famosa do arquipélago.
Elas falaram sobre a Congada e dos tempos da escravidão.
O registro das imagens e a edição deste documentário
ficaram a cargo de Cicero Spiritus. Daniel do Ilhote, foto da esquerda, foi
um dos grandes responsáveis pelo sucesso dos esquetes.
Sábado, 8 de maio de 2004.

Ontem, teve o ensaio geral da peça "O Escravo Estêvão".
Ela vai ser apresentada hoje, no "Binde
bê... nossa história", uma homenagem que o Pés
no Chão faz à cultura caiçara e que chega hoje à
sua 3a edição. Tive que operar a luz. Por isso, não deu
para fazer mais fotos.

O Andson ajudou nos ajustes. Hoje, vamos ter que mexer mais
um pouco na luz.

Foi aniversário da Lila. Só ficamos sabendo depois
do ensaio.
Quinta-feira, dia 6 de maio de 2004.

Hoje, o Flávio vem arrumar a iluminação
para o "Binde bê a nossa história", o evento que homenageia
a cultura caiçara. Essa foto é do ensaio da Dança do
Vilão, em releitura pelos alunos do Pés no Chão. Em primeiro
plano, Malu e Isabella.

Na linha de frente, Gabriela e Andson. Ah, todos de pé
no chão...

Nayara a e Luna.
Domingo, dia 2 de maio de 2004.

Ontem, teve o show do Vavá no Pés no Chão.
Durante uma música em que eu não tocava nada, deixei a flauta
em cima da mesa e fiz essa foto para registrar o evento.
Sábado, dia 1° de maio de 2004.

A canoa, o píer, o flutuante... no fundo, o continente.
Viver num arquipélago nos leva a certas reflexões sobre o ir
e vir.
Clique aqui para ver as fotos de
abril.